Conceito
Zuvuya.Net
Zuvuya
foi descrito como "O Circuito da Grande Memória",
mas é um pouco mais do que isso e não tão
simples de pôr em palavras. É sobre quem nós
somos, sobre o tempo, culturas, informação
e nossa presença e relacionamento dentro do universo.
Hoje
nós vivemos em um momento de grande diversidade cultural,
e também em uma era de unificação global.
Nunca antes houve tanta informação disponível
em nossas mãos. A "teia de informação"
nos permitiu o acesso a todas as culturas, raças
e lugares, refletida em uma visão geral de diferentes
paradigmas culturais e sub-culturais.
A mistura e fusão destas diferentes culturas são
o reflexo da combinação das viagens virtuais
e físicas, emergindo uma nova cultura global no Ocidente,
o qual se prende ao consumo desenfreado de produção
em massa.
"Quando
a terra ficar doente e os animais desaparecerem, surgirá
uma nova tribo formada de todas as culturas e de todas as
raças para curar a terra. Esta tribo será
conhecida como Os Guerreiros do Arco-Íris"
Esta
profecia dos índios norte-americanos foi orgulhosamente
abraçada pela contra cultura dos hippies nos anos
60 e 70, dando início ao movimento ecológico.
Enquanto a situação ecológica de nosso
planeta se torna cada vez mais séria, maior é
a consciência e defesa do meio ambiente, mas ainda
é nas sub-culturas que as práticas mais alternativas
para a ganância capitalista emergem.
José
Arguelles, autor de "Surfistas do Zuvuya", fala
do uso de redes de computadores globais e dos templos rádio-sônicos
de som harmônico (o antigo ritual de dança
transe, revivido através da música eletrônica).
Arguelles respeita a cultura Maya pela incrível civilização
avançada que eles foram, fazendo mapas de movimentos
e de ciclos astronômicos do tempo, com uma precisão
igual aquela fornecida por nossos instrumentos modernos.
Esta civilização foi além do mero traçar
dos mecanismos físicos do sistema solar, mostrando
também como a informação viaja de Hunab
Ku - o núcleo galáctico - até nós,
através do nosso sol. Hunbatz afirma em seu livro
"A Ciência/Religião Maya" que não
existe diferenças entre ciência/tecnologia
e magia/religião.
Mitos
são matemática, cada número sendo um
símbolo metafórico importante e não
apenas meios de cálculo. Similarmente na tradição
esotérica ocidental do Kabala, os números
têm um significado além de sua capacidade como
meros dispositivos de medição. Os valores
simbólicos do Sephiroth são notavelmente similares
à numerologia Maya de 1-13, como descritos no livro
de Arguelles. É a divisão entre a ciência
e a magia, começando com a 'idade da razão',
quando a indústria e a razão começaram
um movimento que foi o principal responsável pela
crise planetária atual. Praticidade material sacrificou
a mitologia em uma busca mundana por conforto, mas gradualmente
esta dualidade está sendo transcendida. A ciência
começa a reconhecer possibilidades conhecidas há
tempos no mundo da magia.
Física
quântica, a teoria do caos e similares, possibilitam
a difusão de fatores aleatórios e mudanças
de perspectiva, confinados por muito tempo nos reinos do
misticismo. Similarmente, a magia está se tornando
mais 'científica', refinando sua metodologia, abraçando
o paradigma do caos/quantum e usando a tecnologia moderna
como uma outra ferramenta mágica. Esta síntese
avança o processo para 2012, momento em que deveremos
transcender o dualismo da ciência/magia. De nosso
estado atual de dualismo é difícil apreciar
inteiramente este conceito. Talvez nossa tecnologia se tornará
uma extensão onde nós possamos manipular a
matéria imediatamente com nossas mentes-magicas.
"
Toda tecnologia suficientemente avançada é
indistinguível da magia" - Arthur C. Clarke
Indistinguível
também a nossa busca em surfar o Zuvuya; acessar
informação em circulação dentro
do universo com o dispositivo da tecnologia, da arte, da
música, da cultura, da ciência e
de um bocado de magia!!!